IA e drones serão testados em vinhedos de alta inclinação
Projeto reúne regiões da Espanha para reduzir defensivos e facilitar o trabalho em terrenos íngremes
A inteligência artificial e os drones serão testados em vinhedos de alta inclinação na Espanha como parte do projeto PENVITIS+, que reúne 12 entidades das Ilhas Canárias, Galícia e Catalunha. A iniciativa pretende desenvolver tecnologias capazes de facilitar o manejo de áreas onde a mecanização é limitada e grande parte do trabalho ainda precisa ser realizada manualmente.
Os testes ocorrerão durante as campanhas de 2026, 2027 e 2028, em áreas das Ilhas Canárias, Ribeira Sacra e Priorat. Entre os participantes estão a DOP Islas Canarias – Canary Wine, por meio da Associação de Viticultores e Bodegueiros das Canárias (AVIBO), além dos conselhos reguladores de Priorat e Ribeira Sacra, vinícolas e instituições de pesquisa.
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Uma das principais frentes será o desenvolvimento de modelos de inteligência artificial para antecipar pragas e doenças nos vinhedos. A meta é prever pelo menos 80% das ocorrências e, com informações meteorológicas, agronômicas e de monitoramento das parcelas, reduzir em 30% o uso de produtos fitossanitários. A experiência das Ilhas Canárias com ferramentas para previsão de doenças e avaliação das necessidades hídricas das videiras será incorporada aos estudos.
Os drones terão outra função: realizar tratamentos em terrenos de difícil acesso. Os equipamentos serão avaliados inclusive em parcelas da Ribeira Sacra com inclinações de até 70%. O objetivo é diminuir em 30% o tempo dedicado manualmente a essas operações, além de reduzir o esforço físico e os riscos enfrentados pelos viticultores.
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O projeto também avaliará técnicas de manejo regenerativo do solo, incluindo coberturas vegetais e estratégias para conservar umidade, diminuir a erosão e proteger as uvas das temperaturas elevadas. Uma das metas é reduzir em 30% os impactos das ondas de calor sobre a maturação, buscando preservar o equilíbrio entre açúcares, acidez e pH.
Com financiamento público de cerca de 599 mil euros, o PENVITIS+ pretende criar soluções que possam ser posteriormente utilizadas em outras regiões vitivinícolas com condições semelhantes, ajudando a manter vinhedos cuja importância ultrapassa a produção de vinho e alcança a preservação das paisagens e das comunidades rurais.
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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de revistaadega.uol.com.br.