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Fundador não quer deixar a Bolt morrer — e abriu nova captação para isso

31 de August de 2026 0 leituras
Fundador não quer deixar a Bolt morrer — e abriu nova captação para isso

Leia um resumo desta notícia

  • A fintech de pagamentos Bolt anuncia uma rodada bridge de US$ 27 milhões para bancar uma nova tentativa de reação no mercado.
  • O fundador e CEO da Bolt, Ryan Breslow, aportou US$ 5 milhões do próprio bolso na rodada, demonstrando sua crença na empresa.
  • A Bolt, que já valeu US$ 11 bilhões, teve seu valuation desabado em 97% para US$ 300 milhões, e o time encolheu de 900 para 60 pessoas.
  • Breslow retornou ao cargo de CEO em março de 2025 e aposta em um 'super app' com IA como motor para reerguer a companhia.

Existe um tipo de captação que diz menos sobre o futuro da empresa e mais sobre a obstinação de quem a comanda. É o caso da rodada bridge de US$ 27 milhões que a fintech de pagamentos e checkout Bolt está anunciando para bancar uma nova tentativa de reação no mercado.

Segundo reportou o TechCrunch, o dinheiro vem de investidores atuais e está estruturado como nota conversível — ou seja, virará participação com desconto quando a companhia fechar a segunda tranche de sua série E. Detalhe, a primeira parte da série E foi em 2022, e o CEO Ryan Breslow tentou sem sucesso uma série F em 2024.

Apesar dos red flags, Ryan está disposto a colocar seu próprio dinheiro na reta para mostrar que dessa vez será diferente. Ele é um dos principais fiadores da rodada, tirando US$ 5 milhões do próprio bolso. “Eu acredito na Bolt mais do que qualquer um poderia imaginar. Acredito que a Bolt vale a pena ser salva”, disse.

Breslow estima que os cerca de 100 investidores da companhia somem ao menos US$ 15 milhões, embora reconheça que nem todos devem entrar. Também não revelou quanto caixa a empresa ainda tem, limitando-se a afirmar que está perto da rentabilidade e voltando a crescer depois de anos de receita em queda.

Segundo o comunicado da Bolt, o dinheiro serve para capitalizar marcos operacionais recentes e quitar “obrigações legadas”, expressão que ele não quis detalhar.

A missão pessoal

O contexto ajuda a entender por que a coisa toda tem ares de cruzada. Breslow deixou o comando em 2022, em meio a atritos com investidores e disputas judiciais, e voltou ao cargo de CEO em março de 2025. Já na época falava em conversas preliminares sobre uma nova rodada; levou mais de um ano para chegar a um anúncio público.

A empresa de checkout em um clique, fundada por ele em 2014, quando tinha 19 anos e largou Stanford, chegou a valer US$ 11 bilhões no começo de 2022. De lá para cá, o valuation desabou 97%, para US$ 300 milhões. O time encolheu de 900 pessoas, em 2021, para cerca de 60 hoje.

Apesar do anúncio da nova rodada, ainda há muita desconfiança no mercado em relação ao CEO. Há dois anos, ele tentou levantar US$ 450 milhões a um valuation de US$ 14 bilhões. O negócio ruiu depois que investidores existentes, entre eles BlackRock e Hedosophia, foram à Justiça para barrá-lo: um dos fundos apontados como líder da rodada negou estar participando, e outro havia oferecido US$ 250 milhões em créditos de marketing, não em dinheiro. O processo foi retirado depois, por acordo entre as partes.

Essa não foi a primeira polêmica do ambicioso empresário. Em 2022, um um relatório do New York Times afirmou que Breslow havia inflado a captação de recursos da Bolt e sua avaliação de US$ 11 bilhões com métricas infladas, e pouco depois a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos investigou as declarações de Ryan acerca da Série E.

Em sua defesa, Ryan Breslow sustenta que a Bolt estaria em situação melhor se nunca tivesse saído da cadeira, e que a empresa perdeu clientes na ausência dele. A aposta desta vez é o “super app” lançado no ano passado, que junta serviços financeiros, pagamentos entre pessoas, cripto e cartão de crédito ao checkout de um clique. Só que agora o plano é se reerguer de forma enxuta, com a IA como motor. “Estamos fazendo provavelmente dez vezes mais, entregando dez vezes mais rápido por causa da IA”, afirma o CEO.

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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de startups.com.br.

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